Custo de mão de obra: como calcular e dicas para melhorar a produtividade

custo de mão de obra
Por Thiago Schoba

Como calcular o custo de mão de obra e reduzir custos na indústria

Saber quanto custa um funcionário é importante, mas para a indústria essa informação sozinha não mostra o custo real de uma operação. Isso porque parte do custo de mão de obra está escondida no tempo gasto com tarefas repetitivas, deslocamentos, atendimento, controles e atividades que poderiam ser realizadas de forma mais eficiente.

Uma entrega de material pode levar apenas alguns minutos. Uma retirada de ferramenta pode parecer irrelevante. Um registro manual pode consumir pouco tempo, mas quando essas atividades acontecem centenas de vezes por mês, o impacto muda completamente.

Calcular o custo de mão de obra deve ser o primeiro passo para entender onde a empresa pode ganhar produtividade.

Como calcular o custo de mão de obra?

O cálculo básico deve considerar o custo total do profissional e as horas produtivas trabalhadas.

Custo da mão de obra por hora = custo total mensal ÷ horas produtivas

Por exemplo, se um funcionário representa um custo total de R$ 6.000 por mês e possui 170 horas produtivas:

R$ 6.000 ÷ 170 = R$ 35,29 por hora

Isso significa que cada hora desse profissional representa aproximadamente R$ 35,29 para a empresa e a partir daí, também é possível calcular o custo por minuto:

R$ 35,29 ÷ 60 = R$ 0,59 por minuto

Parece pouco, mas e se esse funcionário passar horas do dia realizando tarefas repetitivas que não precisam necessariamente de sua intervenção? É aí que o cálculo começa a ficar interessante.

O custo da mão de obra está também no tempo

Imagine um profissional responsável pela gestão de materiais.

Além de controlar o estoque, ele precisa atender colaboradores que solicitam EPIs, ferramentas ou outros materiais.

A cada solicitação, pode ser necessário:

  • Receber o pedido;
  • Localizar o item;
  • Conferir;
  • Entregar;
  • Registrar a retirada;
  • Atualizar o controle.

Se cada atendimento leva 5 minutos e são realizados 50 atendimentos por dia:

5 × 50 = 250 minutos

São mais de 4 horas por dia dedicadas apenas a essa atividade.

O problema, portanto, não é necessariamente o custo do funcionário.

É a forma como o tempo desse funcionário está sendo utilizado.

Como identificar custos escondidos?

Para descobrir onde existe oportunidade de redução de custos, comece medindo o processo atual.

Pergunte:

  • Quantas pessoas participam da operação?
  • Quantas retiradas ou atendimentos acontecem por dia?
  • Quanto tempo cada atendimento consome?
  • Quanto tempo é perdido com deslocamentos?
  • Existem registros ou controles manuais?
  • Existem esperas?
  • Há retrabalho ou divergências de estoque?
  • O crescimento da operação exige contratar mais pessoas?

Essas respostas ajudam a encontrar atividades que consomem mão de obra, mas não necessariamente agregam valor proporcional ao negócio.

Como reduzir o custo de mão de obra?

Reduzir custos não significa necessariamente reduzir a equipe. Muitas vezes, o ganho está em fazer com que os mesmos profissionais sejam mais produtivos.

Algumas possibilidades são:

  • Reduzir deslocamentos;
  • Eliminar tarefas repetitivas;
  • Padronizar processos;
  • Digitalizar controles;
  • Automatizar determinadas atividades;
  • Aproximar materiais do ponto de utilização;
  • Reduzir esperas e retrabalhos.

Se uma operação consiste principalmente em disponibilizar um material, controlar quem pode acessá-lo e registrar sua movimentação, talvez parte desse processo possa ser automatizada.

Quando a automação começa a fazer sentido?

Não existe um volume único que determine quando uma empresa deve automatizar, mas alguns sinais indicam uma oportunidade:

  • Muitas horas gastas em tarefas repetitivas;
  • Alto volume de retiradas;
  • Dependência de um responsável para liberar materiais;
  • Deslocamentos frequentes;
  • Falta de rastreabilidade;
  • Divergências de estoque;
  • Crescimento da demanda;
  • Necessidade de aumentar a produtividade sem aumentar a equipe na mesma proporção.

Nesse cenário, vale comparar duas situações:

Quanto custa manter o processo atual?

versus

Quanto custa implementar uma solução mais eficiente?

A comparação deve considerar mão de obra, tempo, perdas, retrabalho, produtividade e investimento.

É justamente a partir dessa análise que a tecnologia pode se tornar uma solução.

A INOBAG desenvolve soluções para automação logística, gestão e disponibilização de materiais, incluindo EPIs, MRO, ferramentas e ativos. A empresa possui diferentes tecnologias para situações específicas.

A SD100, por exemplo, permite a dispensação controlada e rastreável de EPIs, MRO e outros materiais.

O MD6 é voltado ao armazenamento e controle de itens menores, como ferramentas e componentes.

Já soluções como o AFR e o KIT ONE permitem criar pontos de acesso controlado aos materiais, ajudando a reduzir deslocamentos e tornar a retirada mais eficiente.

A escolha depende do tipo de material, volume de utilização, frequência das retiradas e nível de controle necessário.

Afinal, quanto custa não otimizar?

Conclusão

O verdadeiro custo de mão de obra não está apenas na folha de pagamento. Ele também está nos minutos gastos em atividades repetitivas, nos deslocamentos, nas esperas e nos processos que ainda dependem de intervenção manual.

Quando esses custos são identificados, fica mais fácil encontrar oportunidades de melhoria e, em operações que envolvem a gestão e disponibilização de materiais, a automação pode transformar uma tarefa operacional em um processo mais rápido, controlado e eficiente.

A INOBAG pode ajudar sua empresa a encontrar uma solução inteligente para controlar, armazenar e disponibilizar materiais, reduzindo tarefas manuais e aumentando a eficiência da operação.

Conheça as soluções da INOBAG ou entre em contato e fale com um dos nossos especialistas.

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